Ulisses Diniz de Almeida, filho de José Diniz Campelo de Albuquerque (Zuca) e de Maria Diniz de Almeida (Nanoca) ambos falecidos, nasceu do sítio Gameleira, então 1º distrito do Município e Comarca da Pedra, Estado de Pernambuco, aos 21 de novembro de 1906.
Não dispondo os seus pais de recursos financeiros para a instrução de oito filhos e não havendo na localidade estabelecimento de ensino, apenas frequentou escolas particulares na juventude por dois anos.
Depois de tentar a vida na agricultura, na pecuária e no pequeno comércio e ter desempenhado cargos municipais no seu torrão natal, seguiu para o Rio de Janeiro em julho de 1938, onde ingressou no Instituto do Açúcar e do Álcool, transferindo-se em agosto de 1943 para São Paulo, residindo na capital paulistana por 18 anos, onde exerceu as funções de Chefe de Seção da referida Autarquia Federal.
Foi colaborador permanente em inúmeros jornais, revistas e almanaques do País e do exterior, bem como do rádio brasileiro. Pertenceu aos centros, academias e associações literárias e científicos seguintes:
Associação Paulista de Imprensa
União Brasileira de Escritores
Academia de Letras de Uruguaiana
Academia da Fronteira Oeste
Academia de Trovadores da Fronteira Sudoeste
Centro Cultural Euclides da Cunha
Associação de Intercâmbio Cultural
Centro Cultural Humberto de Campos
Internacional Sociedade Protetora dos Insanos Centro Social Nortista (Brasil)
Núcleo de Propaganda Educativa (Portugal)
Asociación Internacional de Prensa
Centro Literário-Filosófico “Arca Del Sur”
Círculo de la Unidad Espiritual Universal
Sociedade Gaúcha Jumare Rofole
Miembro de Honor de Ateneo Psicologia e Socilogia (Uruguai)
Instituto de Cultura Americana
Consejo Espiritual de Honor de Intelectuales de América
Amigo de Honor Del Círculo de la Amistad e de la Paz
Instituto y Biblioteca “Panamericana”
Academia Filosófica “Psicomentesofia” (Argentina)
Instituto de Cultura Americana Zenith (Costa Rica)
Academie Ansaldi (França)
Ordo Equestris Militaris Avatar (Inglaterra)
Academia Internacional di “Pontzen” (Itália)
Academia Andronosófica (San Marino)
E muitos outros.
Foi Propagador e entusiasta da aproximação entre os povos de todos os continentes, tendo publicado os seus livros para exclusiva distribuição gratuita. Amigo da epistolografia, correspondeu-se com mais de 1.500 escritores e pessoas cultas de várias línguas.
Se na sua vida literária conseguiu notável destaque, publicando livros e escrevendo em jornais e revistas, assim não aconteceu nas lutas do cotidiano, buscando posição que lhe assegurasse tranquilidade, meios suficientes para encarar as adversidades. Em São Paulo, apesar de auto funcionário do Instituto do Açúcar e do Álcool viu frustrarem-se outras tentativas e isso o tornou desgostoso, regressando ao seu torrão natal.
Em 1963 voltava Ulisses Diniz de São Paulo, disposto a se casar, já idoso, e fixar definitivamente a sua residência na sua terra natal. Não trazia dinheiro, voltava pobre, mas era o mesmo Ulisses de sempre: amigo e bem humorado. Quando chegou à Pedra, o então prefeito do município, José Firmo Cavalcanti, o nomeou para Secretário da Prefeitura, cargo que, mais tarde deixou para ser Diretor de Expediente, no qual se aposentou.
Casou-se em 28 de setembro de 1963, já maduro, com a senhora Helena Vanderlei Magalhães fixando residência a Praça do Prateado, e, assim, mais cônscio de suas responsabilidades. E na cidade da Pedra-PE, encontrou em sua família o melhor consolo, vivendo para o lar, transformando-o em decantado paraíso, ao lado de sua esposa e filhas.
Sua vida de volta ao seu torrão natal, apesar de rica em alguns aspectos foi extremamente dolorosa, sofreu padecimentos enormes, durante mais de três anos, sofrimentos esses que nunca lhe arrancaram frases de desespero nem revolta, terminou seus dias com a calma e serenidade que o acompanharam em todo sua vida.
No dia 10 de julho de 1969, aos 63 anos de idade mais uma patativa do norte deixou de cantar. No recanto de sua pequena cidade pernambucana, deixou de existir o conhecido vate cujo nome figurava, com justiça, entre os mais brilhantes cultores da poesia do Brasil. Deixou duas filhinhas em tenra idade: Celuta Vanderlei Diniz e Celusa Vanderlei Diniz e, sua viúva Helena Vanderlei Diniz.
Várias foram as obras que publicou. Seus versos cheios de ritmo e graça estão espalhados por todo o Brasil, alcançando os países vizinhos. Saiu vitorioso em vários concursos internacionais de poesia dos quais participou.
Grande é a bagagem literária deixada por Ulisses Diniz de Almeida. Grande e valiosa. Apesar disso grande parte dessa obra encontra-se espalhada e a meta é conseguir recuperar e reeditá-la bem como editar as obras ainda inéditas e acessíveis.
Obras do Autor:
Predefinição – Sonetos – Edição de 1947 – Esgotado
Expiação – Poesias – Edição de 1951 – Esgotado
Nas Brumas das Distâncias... _ Sonetos Alexandrinos – Edição de 1952 – Esgotado
Pérolas e Rubis - Poesias – Edição de 1959 – Esgotado
Brasil, Terra de Promissão – Poesias Patrióticas – Edição de 1959 – Esgotado
Rosário de Lágrimas – Sonetos – Edição de 1962 – Esgotado
Ocaso – Sonetos – Inédito
Lírios Crepusculares – Sonetos – Inédito
Rosas Rubras – Sonetos – Inédito
Só! - Poema – Inédito
Outono Florido – Sonetos – Inédito
A Linguagem dos Olhos – Poesias – Inédito
Em Louvor das Mãos – Poesias – Inédito
Primavera e Outono – Contos – Inédito
Quando a Tarde Vem Vindo – Crônicas de Amor e de Saudade – Inédito
Miscelânea – Idéias e Comentários – Inédito
Chagas de Luz – Poesias – Inédito
Estrelário – Crítica Literária – Inédito
Crisol – Poesias – Inédito
Folhas que os Ventos Levam – Diálogos Radiofônicos - Inédito
No tribunal de Cupido – Respostas radiofônicas – Inédito
Cartas ao meu Amor – Prosa e verso – Inédito
Taça Rubra – Poesias – Inédito
Oásis - Poesias – Inédito
O Drama do Nordeste – Novela Radiofônica – Prosa e verso – Inédito
Almas Irmãs – Prosa e versos traduzidos do espanhol – Inédito
Catedral Deserta – Poesias – Inédito
Como Conseguir a Paz Mundial – Tradução Argentina – Inédito
Coletânea de Poetas Brasileiros – Três Volumes – Inédito
Messe do outono – Poesia – Inédito
Berços e Túmulos – Poesia – Em Preparo
Versos às Minhas Filhas – Em Preparo
Dados Históricos sobre o Município – Sumários
Texto de Celuta Diniz Alves (filha de Ulisses), 28 de outubro de 2013.





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