Festival Cultural da Juventude da Pedra: uma saudade que ainda ecoa nas ruas da cidade.
Houve um tempo em que a cidade da Pedra respirava cultura durante dias inteiros. As ruas ganhavam cores, os palcos reuniam milhares de pessoas, artistas de renome dividiam espaço com talentos da terra e a juventude encontrava, na arte, um caminho de aprendizado, lazer e pertencimento. Era o Festival Cultural da Juventude, um dos maiores acontecimentos culturais da história do município.
Realizado em três grandes edições — em 2017, 2018 e 2019 —, o festival marcou uma geração e deixou um legado que permanece vivo na memória de quem teve o privilégio de participar. A primeira edição aconteceu entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro de 2017, abrindo uma nova página na história cultural da Pedra. Em 2018, o festival voltou ainda maior, entre 12 e 15 de julho, consolidando-se como um dos eventos mais aguardados da região. Já a terceira e última edição ocorreu entre 19 e 22 de setembro de 2019, encerrando um ciclo que, até hoje, deixa um sentimento de saudade.
Muito além dos grandes shows, o Festival Cultural da Juventude transformava a cidade em um verdadeiro palco de manifestações artísticas e populares. Era impossível caminhar pelas ruas sem encontrar música, dança, teatro, poesia, artesanato, oficinas ou atividades voltadas para crianças, jovens e adultos.
Os palcos receberam nomes consagrados da cultura nordestina e brasileira, como Santanna, Almir Rouche, Geraldinho Lins, Targino Gondim, Nádia Maia, Quinteto Violado, As Severinas, André Rio, Cezinha, Luciano Magno, Jorge de Altinho, Banda O Disco, Maracatu Nação Pernambuco, Caboclinhos 7 Flechas, Teatro Sesc, Xaxado Cabras de Lampião, Dama do Rei, Grupo de Pífano Mandaru do Orubá, Giovana Freitas, George Silva, Banda Cabeça de Alho, Samba de Coco Trupé de Arcoverde, Em Canto e Poesia, Forró de Candeeiro, Teatro de Retalhos, Reisado São José, Siriri Horizonte Alegre e a Orquestra Zezé Correia. Além de palestras e formações com a direção da Globo Nordeste e o Espaço Ciências de Pernambuco.
Mas o brilho do festival ia muito além dos artistas convidados.
A Gincana da Juventude mobilizava escolas. O Cortejo Cultural enchia as ruas de alegria e tradição. A Caminhada Ecológica aproximava as pessoas da riqueza natural do município. O Show de Calouros revelava novos talentos. O Polo Pedra Produz valorizava os empreendedores e artesãos locais, fortalecendo a economia criativa da cidade.
As oficinas e cursos ofereciam oportunidades de capacitação em diversas áreas, enquanto a Escola Pernambucana de Circo encantava crianças e adultos. O Festival de Quadrilhas mantinha viva a tradição junina, reunindo grupos e fortalecendo a identidade cultural do povo pedrense.
Hoje, passados mais de nove anos desde sua criação, o Festival Cultural da Juventude continua sendo lembrado como um dos maiores investimentos já realizados na valorização da cultura, da juventude e dos artistas locais. Sua importância ultrapassou as fronteiras do município e passou a servir de inspiração para outras cidades pernambucanas que buscaram desenvolver projetos semelhantes.
Quem viveu aqueles dias guarda na memória o som dos shows, a emoção dos espetáculos, o movimento das praças, a alegria das famílias reunidas e o orgulho de ver a Pedra se tornar referência cultural para todo o estado.
O festival não promovia apenas entretenimento. Promovia identidade, cidadania, turismo, geração de renda, formação artística e valorização das raízes do povo pedrense. Durante quatro dias, a cidade mostrava sua força, sua criatividade e seu potencial.
Hoje, o silêncio deixado pela ausência do Festival Cultural da Juventude faz crescer ainda mais a lembrança do que ele representou. Nas conversas entre amigos, nas fotografias guardadas, nos vídeos compartilhados e nas recordações de quem participou, permanece a certeza de que aquele evento entrou para a história da Pedra.
Alguns eventos passam. Outros deixam marcas. O FEJUVE Festival Cultural da Juventude é exemplo seguido pelo estado, que hoje tem o Pernambuco Meu País.
O Festival Cultural da Juventude da Pedra deixou um legado que o tempo não conseguiu apagar. E talvez seja justamente por isso que tanta gente ainda faz a mesma pergunta:
Quando a Pedra voltará a viver dias tão grandiosos como aqueles?





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